sexta-feira, 9 de setembro de 2016



                 A resposta de Deus                                                           

Gilberto F. Lima


Habacuque foi um profeta do reino de Judá, cerca de 600 A.a.C. O seu contexto era praticamente o mesmo em que estamos vivendo, iniquidade...opressão...destruição...violência...contenda...litigio...a lei se afrouxa...a justiça nunca se manifesta...o perverso cerca o justo...a justiça é torcida. Com isso as pessoas que mais sofrem são as que praticam a justiça, mas também tem aquelas pessoas que se diz justas mas que são omissas, ou seja, veem o mal por todo lado e não fazem nada para promover o bem.


O profeta Habacuque vendo toda maldade e injustiça prevalecendo contra o bem, ora a Deus pedindo uma resposta, afinal esse tipo de maldade existia sempre em uma nação sem lei, mas Israel sempre teve lei, e quando o povo se desviava do livro da lei, se esquecendo da reforma que o rei Josias fizera, Israel sofria alguma punição, pois, Deus é santo e nele não habita maldade, consequentemente odeia a maldade revelada em forma de pecado aos homens.


Vivemos um contexto em que os cristãos vivem afrouxando as leis de Deus, fazendo e aceitando todo tipo de imoralidade, sempre esperamos este tipo de imoralidade do mundo, mas infelizmente isso tem entrado dentro da igreja.


Interessante que Habacuque orava e Deus não respondia, mas quando Deus respondeu não correspondeu as suas expectativas. A resposta para um judeu era a pior possível, sempre houve separação entre judeus e gentios, agora um povo que é considerado imundo segundo os costumes judaicos, vai servir de vara para castigar o povo judeu, isso era quase que inconcebível. Deus então envia um povo chamado de caldeu, mais tarde chamado de babilônicos e Judá é punido pelos seus pecados, mas quando isso acontece é sempre Deus nos corrigindo e exortando para que sejamos melhores é um jeito de tratar que o Senhor tem conosco e muitas vezes ele faz isso com pessoas mais próximas e até nossos inimigos, não entendemos os desígnios de Deus, mas ele sabe de tudo pois, é soberano.


O povo usado para punir Judá fazem as suas próprias leis, marcham contra todos, não há muros que os segurem, não há cidade fortificada que os segurem, talvez a nação que poderia segurar os caldeus fossem Judá, porque o Senhor sempre pelejou por eles, mas agora, os entregou a sua própria sorte. Triste coisa é quando Deus entrega uma nação a sua própria sorte, o homem não tem condições por si só de chegar a Deus, não há quem faça o bem, nenhum se quer (Rm.3.12). Qual é nossa missão? Nossa missão sempre foi a mesma dos profetas, exortando, corrigindo e ensinando fazendo um bom trabalho na prevenção.


Judá depois que foi punido nunca mais fizeram imagens de esculturas, tamanho foi o sofrimento que passaram nos setenta anos de cativeiro. Vivemos dias turbulentos onde a injustiça está cada vez mais presente, onde vemos a apostasia, onde vemos assassinato em massa, onde vemos pais matando filhos e filhos matando pais, parece não ter fim tanta maldade. Quando vemos líderes se corrompendo, pessoas próximas se dobrando ao sistema do mundo, chegamos a perguntar; quem está certo? Mas quando pedimos uma resposta a Deus e a sua resposta vem negativa, qual é a nossa teologia? Questionamos Deus ou dizemos que ele é soberano?
O nosso papel como cristão é consolar um ao outro, na certeza que jesus vem e que nosso reino não é aqui, em que o nosso resgate está cada vez mais próximo. Porque sabemos que caminhamos pra o fim das coisas e o mundo jaz do maligno. Mas enquanto aguardamos o resgate dos filhos de Deus não devemos ficar parados, precisamos nos levantar e resgatar o máximo de pessoas exortando e corrigindo em amor, como fizeram os grandes avivalistas George whitefild, Jonathan Edwards, Charles Spurgeon, entre outros que com suas pregações, muitos se arrependeram de seus pecados.


O que estamos fazendo? Aceitando a imoralidade?
Que possamos dizer que o nosso redentor vive e virá pra nos resgatar, que possamos consolar aqueles que de certa forma se escandalizaram com pessoas que amaram mais o mundo, do que a Deus. Que possamos bradar como Habacuque e dizer ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.


A melhor maneira de confiar em Deus, é confiar na sua soberania, pois não podemos mudar nada e Deus sabe o que é melhor para seus escolhidos, embora não entendemos muitas vezes os seus desígnios, mais eles são bons!


Deus abençoe a todos!                                                                                                                                        












sábado, 27 de agosto de 2016

Libertação dos cativos


                                                    

Por Gilberto Lima


18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
19 e apregoar o ano aceitável do Senhor. (Lucas 4)

Estes dois versículos são muito mal interpretado em nossos dias onde, muito se aplica e não explica o seu contexto. Não que seja errado fazer comparações, mas que seja aplicado exegeticamente e emanado do texto bíblico. Não é o homem que tem este poder de libertar, de dar vista ao cego e sim Jesus Cristo, o homem é o canal usado pra que isso se cumpra. Lucas o médico amado relata muito bem este cumprimento da profecia de Isaias 61.1-3, isso aconteceu logo no início do ministério de Cristo, quando ele foi para Nazaré cidade onde fora criado, o sistema era de sinagoga e o deram o livro do profeta Isaias e toda a congregação tinham os olhos fitos nele, e leu “O Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.” Feito isso Jesus entregou o livro ao assistente e sentou-se, e disse “hoje se cumpriu as escrituras que acabais de ouvir”

Lucas nos relata que todos o admiraram e maravilharam das palavras de graça que lhe saiam dos lábios. Não é este o filho do carpinteiro? Filho de José? De fato as palavras todos reconheciam como verdadeira, mas quanto a crer que Jesus era o messias era difícil por ele ser criado entre eles. Mas quando Jesus disse que cumpriu a profecia de Isaías quando leu o livro eles o expulsaram da cidade. Muitos anos se passaram, após este episódio, e profeta de casa ainda continua sem credito pois, todos o conhecem e a cultura que vivemos ainda é assim, prefere acreditar em profetas que são de fora e muitos deles sem testemunho estão fazendo uma bagunça no evangelho, claro que não pode se generalizar existem muitos homens de Deus que vem de fora e a igreja local é muitíssima abençoada. Mas este ocorrido na pequena Nazaré nos serve de exemplo e quando Deus está no negócio ninguém pode parar e o ministério de jesus foi muito produtivo em outras cidades.
Lucas 4.18,19 nos mostra como devia ser o advento do Messias, evangelizando com a palavra, libertando e restaurando os que estavam em prisões. O verso 19 é a chave para entendermos melhor o que estava dizendo o verso 18. Explico agora:

Em levítico 25.8-34 nos explica melhor e nos faz entender o que Jesus queria dizer “o ano aceitável do Senhor” que significa jubileu (50 anos) e são na verdade nos mesmos moldes dos sete dias, ou seja devia de existir um dia pra descanso e neste caso o Senhor santificou o sétimo dia da semana, o dia do descanso, mais a terra também precisava de descanso e era trabalhada seis anos e o sétimo descansava, não podia lavrar a terra ou fazer qualquer outra coisa. Mais o jubileu acontecia depois de sete anos sabáticos, ou seja, sete vezes sete, quarenta e nove e no quinquagésimo acontecia o jubileu onde era proclamado a liberdade daqueles que tinham se tornado escravo por causa de dívida e também as terras eram devolvidas aos antigos donos. Veja mais detalhada na explicação abaixo;

Sábado – Cada sétimo dia era um descanso solene de todo trabalho

Ano do descanso – Cada sétimo ano era designado como um ano de libertação para permitir que as terras fiquem sem cultivo

Ano do jubileu – o quinquagésimo ano, que vinha após sete anos sabáticos, era para proclamar liberdade aqueles que tinham se tornado escravos por causa de dívida e para devolver as terras aos antigos donos

Agora com essa explicação fica mais fácil de entender a profecia de Isaias e o cumprimento dela em Lucas 4.18,19 em Nazaré.
O homem perdeu sua comunhão com Deus por causa do pecado e consequentemente se tornou escravo, antes de Cristo ter morrido as pessoas do antigo testamento vivia em densas trevas “O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu lhes a luz.” Que luz era essa? Jesus o Messias.

Então Jesus como Messias passa a evidenciar seu ministério pregando o evangelho, proclamando libertação aos cativos, restaurando a vista do cego, libertando os oprimidos e assim cumprindo a profecia dos profetas. Antes havia muitas pessoas oprimidas, enfermos espiritualmente e não havia quem as libertasse. Não existia expulsão de demônios, havia muitos possessos mais Jesus aparece e com voz de trovão, de poder, ele instaura seu reino e os principados e potestades do mal se dobram diante de dele. (Cl 2.15)

O escrito de dívida (lei) que era contra nós foi anulado através de jesus na cruz e o evangelho das boas novas nos foi anunciado e nós que antes tínhamos nos tornados escravos fomos resgatados, reconciliados através da cruz, esse é o ano aceitável do Senhor, e nossa reconciliação é voltar para casa do pai. Agora vivemos na dispensação da graça vivendo uma vida piedosa com espiritualidade, certo que fazemos parte de um reino e que neste reino existe preceito e tudo que fazemos nele prestaremos conta aquele que nos redimiu, que nos tirou da lama nos transportando pra sua maravilhosa luz. Tomemos posse deste reino gracioso que nos tirou da libertinagem e do legalismo. Que no fim nós possamos dizer que o nosso redentor vive, está a direta do pai e ainda intercede pelo seus escolhidos. E o que nos move a viver é saber que a nossa redenção final está muito perto e ansiosamente a igreja espera por este grande dia!


Deus abençoe a todos!

domingo, 26 de junho de 2016


O verdadeiro culto a Deus




 Por Giberto F. Lima

No antigo testamento existia o tabernáculo e logo depois foi construído o templo, local onde Deus era adorado e cultuado, era motivo de orgulho para os judeus e Deus era levado a sério pelos sacerdotes e levitas, isso, refletia no povo que era compungido buscar a Deus de todo coração.


Mas nem sempre foi assim, por influência monárquica e do povo, alguns sacerdotes aceitaram subornos e deixaram de cultuar ao Deus verdadeiro, introduzindo objetos estranhos e outros deuses dentro do templo, profanando o nome do Senhor e deixando-o de fora do culto.


Quando lemos essa história ficamos tristes, porque Deus ficou de fora do próprio templo, que foi construído para o adora-lo. Quando o messias veio, uniu judeus e gentios em um só corpo, não temos um lugar especifico para adoração ao criador, Jesus disse a mulher samaritana; mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o pai em espirito em verdade; porque o pai procura a tais que assim o adorem. (João 4:23) De fato agora nós somos o templo do Espirito Santo, embora, a nossa adoração vem do coração, nós também precisamos nos reunir com os irmãos para uma adoração em comunhão e isso fazemos em uma igreja. Mas embora, isso aconteça, os nossos cultos na maioria das vezes não está baseado em uma adoração verdadeira, pois, a igreja tem deixado Deus de fora da adoração, assim como no tempo da rainha Atalia em que o culto ao Senhor se misturava com outros deuses, assim mistificando a adoração a Deus.


Friedrich Nietzsche (1844-1900) quando disse que Deus estava morto, ele não estava dizendo, que o altíssimo não existia, ele estava dizendo que as pessoas estavam matando a Deus, fazendo coisas que não o agrada, tirando o próprio Deus do culto, através do misticismo, da imoralidade, do relativismo etc..


Deus estava de fora do templo algumas vezes no AT, porque a forma de culto foi mudada. De que maneira a forma de culto foi mudada? Quando se presta um culto, ele não deve ter algo a mais, pois, isso vira misticismo. Como era conduzido a adoração no templo nestes dias obscuros? Existia adoração a Deus, mais também a Baal, com isso, acontecia um alvoroço no templo, onde, pasmem, havia até prostituição no templo. Pergunto: havia adoração por parte dos judeus? claro que não! por mais que eles pensassem que fossem, isso não era adoração. Deus é santo, nele habita toda santidade! A adoração a ele deve ser pura, sem misticismo e sincretismo. A adoração a ele deve ser com temor e tremor, com toda reverencia e respeito. Devemos ter cuidado para não misturamos coisas e objetos na forma de cultuar a Deus.


Mais será, que a nossa forma de cultuar a Deus é realmente em Espirito e em verdade? Infelizmente as pessoas estão deixando-o de fora do culto. Como assim? É fácil analisarmos, isso na igreja brasileira, onde, o culto está cada vez mais voltado a antropologia, as músicas não são pra ele, as pregações não exaltam o nome de dele e sim são adequadas para os homens, assim mudam a palavra do altíssimo com pregações sem exposição bíblica. Afirmo com toda clareza, Deus não aceita adoração quando há misticismos, afinal só temos um mediador entre nós e Deus, jesus o nosso salvador. Adoração não tem lugar especifico é em todo lugar na nossa caminhada de vida, no nosso viver na sociedade. Por isso quando nos reunimos na igreja devemos dar o nosso melhor como extensão do que fomos lá fora, não posso chegar na igreja e pedir manifestação sendo que lá fora eu não me portei como crente, como discípulo, isso é tentar a Deus, e tira-lo do culto, pois, a minha adoração é dar o meu melhor e não cultuar para que haja manifestação, que eu sinta algo, isso é chamado de culto egocêntrico, culto ao homem. Por misericórdia muitas vezes vamos cultuar a Deus e ele se manifesta em nosso favor, mais não acredito em culto em que há manifestações sem antes as pessoas viverem isto no trabalho, em casa ou no seu dia a dia.


As mensagens devem ser voltadas pra Deus, mas nem por isso deve se tapar os ouvidos do problema do homem, claro que precisamos da intervenção de Deus em meio ao turbilhão de problemas que nos atacam dia após dias. 


A igreja brasileira precisa urgentemente de Deus em seus cultos!


Deus abençoe a todos!   





sábado, 28 de maio de 2016

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Os gigantes de Gênesis 6






Por Gilberto F. Lima





Um assunto polêmico que se arrasta de séculos em séculos e parece que não será resolvido tão cedo.

Passa bem longe de mim encontrar algum tipo de argumento pra tal coisa, até porque não tenho capacidade pra isso, visto que muitos estudiosos estudaram a respeito desse assunto com pesquisas avançadas e não puderam bater o martelo.

Entendo que é um assunto polêmico e que muitos se escandalizam, mais é um assunto curioso e interessante, mas secundário. Quanto a soteriologia, escatologia (embora seja secundaria) e outras coisas concernentes a teologia, por exemplo sou firme em minhas colocações.

Mas confesso não ter uma linha a seguir quanto aos “filhos de Deus e dos homens de gênesis seis, mais também confesso que sou simpatizante da visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos) no entanto, encontro falhas também nessa posição, mas ao meu ver é a que melhor se encaixa.

Quanto a outra posição, a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas e os mundanos cainitas[gfl1] ) que seria filhos de Sete e Caim, vejo uma falha maior, se os filhos de Sete são filhos de Deus e, de Caim filhos dos homens, não faz sentindo que deste relacionamento nasça gigantes, há não ser que o sinal que Deus colocou em Caim fosse que seus filhos fossem descendentes de gigantes, então não vejo por aí.

No livro “o plano da promessa de Deus” teologia bíblica do VT e do NT de Walter C. Kaiser Jr. O autor ver um melhor argumento na terceira posição a visão das raças mistas sociologicamente (aristocratas despóticos e formosas plebeias). A posição que ele crer de que os filhos de Deus seria os príncipes e nobres, até tem uma base boa, mas desde que não seja atribuída que deste relacionamento nasça gigantes, acho improvável que nasça gigantes só por causa por exemplo de um poder (déspotas) militar, monárquico  ou algo parecido, pois eram simplesmente humanos (embora de seres humanos comuns tenham nascido gigantes).

A outra posição que os anjos são os filhos de Deus até parece ao meu ver encontrar mais argumentos embora alguns contradizem, parece mesmo que Judas fala destes anjos no versículo 6 que diz dos anjos que não guardaram seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio (ARA). E também parece encontrar argumento forte em I Pedro 2.18-20 que fala dos espíritos em prisões os quais foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé (ARA). Ademais Pedro volta a falar de um assunto que parece ser o mesmo de I Pedro, desta vez em II Pedro 2.4-5 ele fala outra vez que Deus não poupou anjos quando pecaram...reservando-os para o juízo (ARA); o versículo 5 segue dizendo não poupou o mundo antigo, mas preservou Noé... salvando mais sete (ARA). O argumento fica ainda mais forte quando na citação da prisão dos anjos parece está muito próxima do evento da destruição do mundo pelo diluvio.

Um argumento das outras posições que alegam eles está em Mateus 22. 30 “Pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu”. A defesa deles, me atrevo a dizer com muita humildade torna se uma maior defesa para a posição da mistura de anjos e humanos, vejamos porque; repare que Mateus 22.30 não se dão em casamento (os ressurretos), mas serão como os anjos no céu. Aí que entra meu argumento no céu não há casamento entre eles, deixaram seu estado original (Judas 6) coabitaram com as filhas dos homens e fizeram abominações contra Deus e então veio a punição de Deus os encerrando em trevas aguardando o dia do juízo.

Embora seja eu simpatizante da corrente da mistura de anjos e humanos, vejo problema também desta corrente em gênesis 6, o versículo 4 dá a entender que já existia gigante na terra “ora naquele tempo havia gigantes na terra;” (ARA) o texto parece nos informar que já HAVIA gigantes no passado e parece também está separado dos filhos que tiveram este relacionamento de os “filhos de Deus e filhos dos homens”, entendo que “e também” foram valentes, varões de renome, na antiguidade está falando de gigantes embora o texto dá a entender que antes já havia também gigantes, mas não de renome.

Quando os doze espiões foram a terra de Canaã eles viram os filhos de Anaque (número 13.28). E mais tarde também aparece gigantes nos dias de Davi (I Samuel 17) e (II Samuel 21.15-22).

A dúvida é, se foram todos destruídos no diluvio por causa do pecado, porque aparecem depois? Talvez a resposta esteja em Gênesis 6.4 quando diz que “HAVIA” gigantes na terra. Ou só foram destruídos os filhos do relacionamento com anjos? A resposta pode ser encontrada que os gigantes que apareceram depois do diluvio seja no mesmo parâmetro que apareceram bem antes de os filhos de Deus e filhos dos homens se relacionar.

Estes são meus argumentos, mas estou certo que é secundário e tudo será nos revelado no grande dia que encontraremos com o Senhor Jesus Cristo.  











sábado, 23 de abril de 2016



A cultura do cristianismo Brasileiro





Por Gilberto Ferreira Lima



Enquanto o cristianismo na EUROPA e EUA está minguando no Brasil os dados do IBGE mostra que ele cresce; com um aumento espantoso nos últimos anos. Mas um cristianismo de cultura pobre, tão pobre que se não tiver um freamento vamos enfrentar o que a EUROPA e EUA estão enfrentando. Eu diria que falta “inteligência humilhada” onde os cultos são totalmente voltados ao egocentrismo e o antropocentrismo.
Quando o homem se torna objeto de culto, além de ser um ato que viola a adoração a Deus e seus princípios, abre portas para o relativismo, pragmatismo, misticismo, sincretismo e quando isso acontece, o liberalismo e o universalismo abraça a igreja, com isso a igreja morre.
Apesar desse grande problema, de uma forte heresia que rondam os púlpitos brasileiros, existe uma cultura muito forte entre os evangélicos até mesmos nos mais sinceros cristãos de separar tudo, muitas vezes isso é feito sem equilíbrio e com isso acaba perdendo uma grande oportunidade de glorificar o nome de Deus e anunciar o evangelho de uma forma espontânea, no trabalho, na escola, na universidade, etc... uma vez que a exposição do evangelho não está restrito somente dentro da igreja e nem quando entregamos alguns folhetos na rua. O próprio Jesus comia com pecadores, escandalizando a religião, mais não deixava de ser uma estratégia para glorificar o nome de Deus. Com isso podemos constatar que há uma exposição do poder do evangelho através daqueles, que o professam não importando o lugar que esteja.
A cultura do evangelicalismo brasileiro está cheia de sincretismo religioso, cheio de elementos culturais diversos, o resultado é bem visível no lado negativo, e muitos fazem na sua sinceridade, mas praticando uma ignorância por não ter acesso talvez a toda verdade por falta de uma exposição de seus líderes. Neste caso, o sincretismo aparece quase que na sua totalidade no meio pentecostal e neopentecostalismo, tudo isso vindo de filosofias e ideologias de culto afro.
Com esses ensinamentos há um abismo que separa o cristianismo da sociedade, sendo difundindo entre os próprios crentes a separação do evangelho.
Uma vez um homem de profissão de sapateiro chegou para Martinho Lutero e perguntou o que devia fazer para servir a Deus. Talvez ele não esperasse que a resposta de Lutero seria “faça um bom sapato e o venda por um preço justo”. Talvez a resposta que ele queria não fosse essa, pois, achava que servir a Deus é largar tudo pra fazer a obra. A cultura do evangelho no Brasil não ver cristianismo em fazer um bom produto e vende-lo por um preço justo e sim que a obra está no simples fato de entregar folheto, quando nós somos carta lida por todos os homens (II Co 3.2), ou ter cargo na igreja, ou que trabalhe diretamente em missões. É prestar o melhor serviço trabalhando como se fosse para o Senhor (Cl 3.17).
Mais o grande propagador do culto ao homem é a música “gospel” com suas letras voltadas as necessidades sociológicas. Com isso vemos que o centro do culto não é Deus, onde as letras não exaltam a soberania do todo poderoso, não existe inteligência humilhada e sim orgulho por parte dessas pessoas. Inteligência humilhada é reconhecer que Deus é Deus e o homem não pode nada se Deus não o concede-lo.

O conceito de inteligência humilhada é do Pr. Jonas Madureira.




sexta-feira, 25 de março de 2016

               Apologética 

                                                                       Por Gilberto Ferreira Lima



Nos séculos II e III, a igreja exprimiu¹ sua autoconsciência nascente numa forma literária nova – as obras apologéticas e dos polemistas. Justino Mártir foi o maior do primeiro grupo; Irineu, foi o grande nome do segundo. Esse homens enfrentaram um governo hostil, ao qual procuraram convencer com os argumentos de suas produções literárias. Os apologistas procuraram convencer os líderes do estado de que os cristãos nada tinham feito para merecer a perseguição que estavam sofrendo.


O cristianismo século após séculos sempre teve que se organizar pela defesa da fé, e sempre Deus levantou homens apologistas pronto pra defender o evangelho de ataques muitas vezes covardes.


Entre os séculos II e III talvez foi a época em que mais vezes foram colocados a prova. Os cristãos eram atacados de ambos lados, seja pelos pagãos assim como o estado. Falsas acusações de ateísmos, canibalismo, incesto, preguiça e práticas antissociais atribuída a eles por vizinhos e escritores pagãos.


Esse homens escrevendo como filósofos, e não como teólogos, ressaltaram o cristianismo como religião e filosofia mais antiga, uma vez que escritas como pentateuco eram anteriores as guerras de Tróia e que toda verdade que se encontrasse no pensamento grego era uma apropriação de ideias do cristianismo ou do judaísmo. Com isso prova-se que o cristianismo é a mais elevada filosofia.
Gosto como o professor Adauto Lourenço expõe seu sermões comprovando cientificamente a bíblia, assim, como no período patrístico, Justino Mártir (100-165), Taciano (c.110-c.180) e Tertuliano (c.160-225).


O tempo passou e ainda hoje os argumentos tem que ser forte e bem colocado para combater os opositores do evangelho, dentre eles o de ateísmo.
Agostinho (355-430 d.C.) usou a razão para provar a existência de Deus, e com o aumento da maldade da corrupção o cristão sempre deve estar preparado para um bom debate. Somos atacados por todos lados, mais nunca fomos tão atacado como ter que provar a existência de Deus, e se Deus existe, porque há o mal?


Neste caso a melhor maneira é estudar o debatedor, o porquê dele não crer na existência e seu questionamento do porquê há o mal.


Em alguns caso sabemos que o oponente pode questionar a Deus porque muitas das vezes ele pode tá passando por situações de sofrimento ou tragédia na família ou, alguém que sofre e Deus não faz nada. Em outros casos existe ateu que prefere não acreditar em Deus “crendo” que ele não existe para não lhe atribuir culpa. Ou seja se fato Deus existe isso não pode acontecer. Por outro lado vemos teístas que dizem que creem mas se comporta como se Deus não existisse, quando algo lhe acontece provindo de um mal, deixa a soberania de Deus de lado e até se desvia da fé.


Agostinho diz; “o mal é a ausência do bem. É como² podridão para uma árvore ou ferrugem para o ferro, corrompem coisas boas sem ter a natureza própria. Dessa maneira Agostinho respondeu ao dualismo da religião maniqueísta que afirmava que o mal era a realidade igualmente e eterna, mas oposto do bem”.


Precisamos de homens sérios compromissados com a verdade, não para convencer, pois quem convence o homem é o Espirito Santo.





¹ o cristianismo através dos séculos, Earle E. Cairns

²Enciclopedia de apologética, Norman Geisler

sexta-feira, 18 de março de 2016

                 Introdução a carta de Romanos 

Por Gilberto Ferreira Lima
                               
A carta aos romanos tem um valor incomparável, não existe outra carta que nos mostre tão claramente o plano de salvação quanto ela, claro que todas cartas tem seu valor dentro do seu contexto histórico em determinados assuntos e todas tem seu valor dentro do cânon da bíblia. Mas romanos nos liberta da meritocracia, nos liberta da ignorância, do judaísmo, já libertou muita gente da depressão, do legalismo religioso, da lei, liberta e já libertou muitos ateus de suas crenças, sim, “crenças”, muitas vezes creem mais do que um teísta, já libertou muitos cristãos da religião, eu posso listar alguns deles mais conhecidos que foram libertos lendo essa carta tão preciosa; como Agostinho de Hipona no século IV que se converteu de fato lendo romanos cap. 13. 13-14 depois de ouvir uma voz que dizia “toma e lê”. Como Lutero (1483-1546) que abriu lhe os olhos quando leu o cap. 1. 16-17 e entendeu que a justiça de Deus se revela no evangelho de fé em fé, porque o justo viverá pela fé. John Wesley (1703-1791) também sofreu um forte impacto lendo os comentários de Lutero sobre Romanos e John Stott (1921-2011) que também foi profundamente impactado depois que recebeu um convite para apresentar uma série de exposição bíblicas baseadas em romanos.
Fundada em 753 a.C., Roma era a capital e a sede do império romano, mais é uma incógnita não se sabe ao certo o dia de sua fundação, alguns dizem não passar de lenda, não posso entrar neste mérito agora se não me levará a outros caminhos que não sejam Roma, procurem estudar e vocês verão a história de gêmeos na fundação de Roma.
O império Romano foi um dos maiores da história durou mais de mil anos até 476 d. C. até ser extinto.
A carta de Romanos é quase que unânime sobre sua autoria, foi escrita por volta de 57 d. C. ditada por Paulo e escrita por um amanuense (escriba) Tércio quando residia em Corinto e levada a Roma pela irmã Febe membro da igreja em Cencréia, o porto de Corinto (Rm 16.2).
Destinatário: A igreja que estava em Roma não foi fundada por Paulo, a intenção dele era passar por Roma e conhecer os irmãos e depois seguir viajem para Espanha, não podemos afirmar que ele foi de fato a Espanha, por falta de evidências. John Stott comenta o seguinte sobre isso “se ele alcançou e evangelizou a Espanha, nós provavelmente nunca saberemos. A evidência mais próxima que temos é a declaração feita por Clemente de Roma (em 96-97 d. C.): ‘Ao mundo inteiro ele ensinou a justiça, e até os limites do ocidente testificou diante dos governadores’ (1 Clemente 5.7)
Provavelmente a igreja de Roma foi fundada por Cristãos que estavam no dia de pentecostes (Atos 2.10) no derramamento do Espirito Santo, alguns afirmam que foram judeus convertidos ao cristianismo no dia de pentecostes, pois dificilmente um gentio iria a festa de pentecostes ao menos que ele fosse convertido ao judaísmo (proselitismo).
Um argumento ao meu ver fraco é dizer que a igreja de Roma foi fundada por Pedro, se fosse por Pedro ou qualquer outro apostolo com certeza Paulo não escreveria uma carta com teor doutrinário, além do mais o próprio Paulo dizia não pregar o evangelho onde Cristo fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio (Rm 15.20).
Paulo provavelmente não conhecia irmão algum em Roma, mas, temendo talvez alguma dificuldade de entendimento por parte deles, Paulo escreve de forma retórica.
Havia de fato muitos judeus em Roma vindo da diáspora, claro Paulo temia isso por isso fazia a pergunta e ele mesmo respondia, temendo uma má compreensão dos judeus. Portanto entendemos que na igreja de Roma, tanto judeus quanto gentios se congregavam juntos (Rm 14).
O que se sabe que no ano 49 e 50 d.C. por causa de uma confusão em Roma sobrou para os judeus que ali residiam e o imperador Cláudio os expulsou de Roma obrigando muitos a voltarem para seus lugares de origens. Aquila e Priscila que eram judeus também estavam em Roma nesta época, mais tarde Paulo encontra os dois em Corinto (Atos 18. 1-3) Então alguns comentaristas dizem que Paulo fica por dentro do que estava acontecendo em Roma. Por causa da expulsão a igreja de Roma é composta na sua totalidade por gentios, daí o cuidado de Paulo com o discurso da carta aos romanos pregando um evangelho puro e simples para os gentios, sem judaísmos, sem legalismos, um evangelho totalmente voltado para cruz, sem nada da velha aliança e com dois sacramentos somente deixados por Cristo na nova aliança, que é o batismo e a ceia.
Então que possamos seguir um evangelho sem fardos (legalismo), voltado para a nova aliança (Cristo) que é a verdade que quando a conhecemos nos liberta da opressão da lei e nos justifica somente por fé na eficiência da cruz.

Soli deo gloria!

domingo, 20 de dezembro de 2015

A lei e o evangelho

     
Por Gilberto Ferreira Lima



“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”.  (Gl 5.1)
Quando conversamos ou, até mesmo pregamos que Jesus nos libertou tirando o jugo da escravidão de sobre nós, as pessoas se escandalizam, mesmo depois de termos em nossas mãos as cartas paulinas, principalmente Romanos e Gálatas.
Certa vez ouvindo um dos meus professores da EBD, ele fez uma ilustração muito simples, de como ser salvo pela graça e pela fé somente. Ele dizia que as pessoas que não entendem a graça é semelhante a uma pessoa que convida um amigo para o churrasco em sua casa e diz que é totalmente de “graça”, mais o amigo quando está a caminho diz; vou comprar mais um pouco de carne, vai que a carne não dá. E ele faz isso quando na verdade seu amigo disse que é de graça.
Infelizmente o contexto em que vivemos é semelhante ao que Paulo encontrou na Galácia, depois de ter pregado Cristo crucificado, agora outro evangelho estava sendo disseminado naquela região, foi preciso escrever ao Gálatas esta linda carta que temos hoje em dia em nossas mãos. Na caminhada eles mudaram o que tinha aprendido achando que o evangelho da graça não era suficiente.
Depois de tanto tempo quantas pessoas ainda não entenderam o que Paulo disse aos Gálatas e fazem da velha aliança algo desejável para sua salvação, crendo que o guardar o sábado vão ser salvos, colocando objetos da antiga aliança com a nova aliança, judaizando aquilo que Paulo combateu em Gálatas, vejamos que isso não funciona, em Hebreus 8. 13 diz: “Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer”.
O versículo 3 de gálatas 5 diz: “De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei”.
O grande problema que talvez muitos não saibam que, quem quiser cumprir toda lei para justificação cai em um erro tremendo. “De Cristo vos desligastes, vós que procuráveis justificar-vos na lei; da graça descaístes”. (Gl 5.4)
“Um pouco de fermento leveda toda a massa”. (Gl 5. 9)                                                      
Foi o que aconteceu na época de Paulo na Galácia, os da circuncisão dizendo que por fé não era suficiente, por isso era necessário guardar a lei, este grupo levedou muita gente “um pouco de fermento leveda toda massa”. Vivemos em épocas diferentes, mas, o que se prega é um evangelho de que precisa de algo mais para que as pessoas sejam salvas, com isso o evangelho pregado por muitos e neste caso na maioria das vezes são pregados por pentecostais e neopentecostais, que tem colocado a cruz de Cristo em último plano, tornando ineficaz e insuficiente a morte de Cristo no calvário.
“Porque nós, pelo Espirito, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé”.
A aliança que nasceu no monte Sinai leva e gera para escravidão, porque nasceu segundo a carne. Mas nós somos filhos da livre, mediante a promessa que foi pré-anunciada a Abraão.
  Walter C. Kaiser Jr. Na página 274 de seu livro “O plano da promessa de Deus” diz; o evangelho foi dado “por antecipação a Abraão”. Esse evangelho, de acordo com Gênesis 12.3, dizia que “em ti serão abençoadas todas as nações” (Gl 3.8). Portanto, Abraão foi “pré-evangelizado” por meio de uma palavra que Paulo rotulou de “boas novas”: Assim, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente [ou semente]. A escritura não diz: ‘e aos seus descendentes’, como se falasse de muitos, mas como quem se refere a um só: ‘E a teu descendente [ou semente]’, que é Cristo (Gl 3.16). O evangelho de Paulo, como se vê, não era em hipótese alguma diferente daquele que Deus havia dado originalmente às pessoas para que se salvassem no antigo testamento. Portanto, porque ele estava sendo acusado de propor um plano de salvação deficiente? A resposta é que Paulo não estava propondo nada que fosse novo! O plano da promessa de Deus era o mesmo plano original que Paulo continuava a defender aqui.
Então pra quem acha que Paulo pregava um outro evangelho eis a resposta bíblica e bem convincente de Kaiser Jr. Não era o evangelho da circuncisão, mas era o que Deus pré- anunciou a Abraão, por isso sou justificado, através do sacrifício de Cristo na cruz que me libertou da letra da lei. Mas embora sou liberto dos efeitos da lei, isso não me dá o direito de sair pecando, não devemos confundir liberdade com libertinagem. Pra isso Cristo nos chamou para sermos santos e irrepreensíveis diante de uma sociedade corrupta.


A lei e os profetas duraram até João e o véu se rasgou de alto abaixo, agora sou livre através de jesus autor e consumador da fé.                                                                                                            

quarta-feira, 4 de novembro de 2015



O perigo do iluminismo





Por Gilberto Ferreira Lima


O iluminismo teve grande impacto sobre a teologia cristã, provocando uma série¹ de questionamentos críticos relativos as suas origens, métodos e doutrina.

Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa² desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.

A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso ²na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil. 

O iluminismo luta pela iluminação, ou seja, uma luta pela razão contra o absolutismo da era das trevas, o grande regime da ignorância.

Do iluminismo surgiram muitos pensamentos, dentre eles o protestantismo liberal. O protestantismo liberal é, sem dúvida alguma um dos movimentos mais importantes dentro do pensamento cristão moderno. Suas origens são complexas. No entanto, fica mais fácil compreendê-lo se considerarmos como seu¹ ponto de partida a reação ao programa teológico elaborado por F. D. E. Schleiermacher, particularmente no que diz respeito a sua ênfase sobre o “sentimento” humano e a necessidade de se relacionar a fé cristã à situação do ser humano. O protestantismo liberal clássico surgiu na metade do século XIX, na Alemanha, em meio à crescente percepção de que a fé e a teologia cristãs necessitavam, ambas, ser revistas à luz do conhecimento moderno.

Na ótica dos iluministas as pessoas eram mantidas presas a opressão do passado. Com a o advento da reforma protestante abriu-se o caminho para que houvesse muitos pensamentos, dentre eles o iluminismo. Claro que neste período muitos teólogos aderiram o sistema de correntes iluministas, foi preciso sistematizar a teologia protestante por causa desses pensamentos.

Os ataques da religião racional dos iluministas ficavam mais intensos, eles rejeitavam a possibilidades de milagres, conceito de revelação, doutrina do pecado original, a questão do mal, o status e a interpretação das escrituras e a identidade de jesus Cristo e seu significado.

Focarei aqui o questionamento do iluminismo a respeito de Jesus de Nazaré. Tanto o deísmo quanto o iluminismo alemão criaram a tese que havia uma séria discrepância, quanto ao significado, entre o Jesus da história e a interpretação do novo testamento. Sob o perfil do redentor sobrenatural da humanidade, delineado pelo novo testamento, escondia um mera figura humana, um sábio exaltado, conforme o senso comum. Embora a figura de um redentor sobrenatural fosse algo inaceitável aos olhos do racionalismo iluminista, a ideia de um sábio mestre de preceitos morais não o era.

O liberalismo prega que os discípulos eram até certo ponto fanáticos e por isso inventaram um monte de coisas que na verdade não aconteceu. Eles reinterpretam a morte de Jesus na cruz como exemplo moral supremo de sacrifício e dedicação, que pretendia inspirar em seus seguidores comportamento semelhante. Negam a ressurreição e tem Jesus como um mestre sábio que foi um exemplo.

O liberal não planta igreja, não faz missão, ele ganha mais liberais, e para ganhar adeptos eles usam igrejas, tendo oportunidades para pregar e divulgar o liberalismo. Há muitas igrejas mortas porque não usam de forma sistemática suas teologias.

Que possamos aprender com os apologistas que ajudaram a sistematizar uma teologia firme nos ideais bíblicos e neste caso a teologia reformada tem se mostrado o melhor caminho.



1 uma introdução à telogia cristã/ Alister E. McGrath


2 internet/ site sua pesquisa








sábado, 24 de outubro de 2015

A reforma


             
Por Gilberto F. Lima





Em 2017 completa 500 anos em que o corajoso monge agostiniano Martinho Lutero afixou as 95 teses nas portas do castelo winterberg. Agora estamos perto de comemorar 498 anos da reforma protestante em 31 de outubro, embora a revolta do monge seja questionada por muitos não podemos negar que houve avanços em praticamente tudo, em que o monopólio acabou, mesmo que em parte, é bem verdade, mas, houve uma contribuição muito grande na área acadêmica, universidades, ciência e uma contribuição muito grande para o capitalismo, claro em qualquer sistema tem seus exageros. Mais, por exemplo muitos países que foram colonizados por protestante viram a diferença, países mergulhados em prosperidade, com melhor renda, melhor expectativas de vida e países que viraram nações estados de primeiro mundo, como por exemplo o EUA no novo mudo. Claro talvez os ricos de posses, os burgueses e os ateus esperassem alguém da estirpe deles que se revoltassem contra o vaticano, mais não tiveram coragem o suficiente para encarar o vaticano, que cobrava impostos absurdos, que tinham terras e arrendavam para que fossem lavradas por agricultores. Nem no período em que existiu três papas (sec. XIV) eles tiveram peito para encara-los, claro, não tiveram a coragem de enfrentar um, logo não enfrentariam três papas, mas digo que no período em que existiram três papas, eram cobrados impostos triplicados, além de pagar e cumprir com suas obrigações de estado que era pagar tributos ao rei.

Mas coube a um simples monge agostiniano essa tarefa de lutar contra a sua própria religião, religião que ele amava, mais ele não se importava, amava sim sua religião, mas o temor a Deus fala mais alto que a religião e quando algo está errado mesmo que amamos nossa religião, nossa denominação, o nosso amor a Deus deve ser maior a ponto de lutarmos pela verdade contra todo sistema que vai contra a ortodoxia cristã.

Bem verdade, que Lutero não queria criar outra religião e sim reformar e trazer de volta os ensinos do novo testamento, por isso ele lutou contra todos, porque para ele só tinha uma coisa que era infalível, a bíblia. Papa nenhum poderia tomar o lugar de Deus, por mais que fosse bom, mais uma coisa era fato ele não era Deus e nem o vaticano o lugar do seu trono, mas, o único que tem poder para mudar, promulgar, está no céu, e o seu trono também está lá, onde reina de eternidade a eternidade. Mas quando pediram que Lutero se retratasse ele disse que faria isso, se provado pelas escrituras que ele estivesse errado, mas nada provaram e o corajoso monge não se retratou.

Para o historiador católico foi uma revolta contra a autoridade eclesiástica. Para o historiador protestante foi a volta ao ensino apostólico do novo testamento. Para historiador secular foi um movimento revolucionário.

Analisando estas três versões de ângulo diferente eu fico com as três. A primeira realmente foi uma revolta contra a corrupção como venda de indulgências, morte de pessoas que se levantaram contra o sistema de monopólio, contra os abusos e a escravidão intelectual dos chamados leigos. A segunda também é verdade, precisava voltar ao ensino da igreja primitiva, durante muito tempo a igreja vinha sofrendo com as heresias do paganismo dentro da igreja universal (católica). A terceira também é verdade, houve revolução, entrada do capitalismo e a liberdade do cativeiro babilônico quanto ao conhecimento.

A bíblia torna-se acessível aos leigos, uma fome insaciável de vários anos de cativeiro da intelectualidade, mas não seria fácil a imprensa estava começando por aqueles dias e não era fácil comprar, os livros eram caríssimos.

Nesta época surgiu os humanistas dentre eles se destacou Erasmo de Roterdam, uma busca mais profunda pelos manuscritos originais de onde extraia uma tradução mais fidedigna. Atualmente, o termo “humanismo” passou a significar uma cosmovisão¹ que nega a existência de Deus, ou seja, voltada a uma perspectiva exclusivamente secular. Não era esse o significado da época do renascimento. A maioria dos humanistas daquele período era religiosa e preocupada com a purificação e a renovação do cristianismo, não com sua abolição. O termo humanismo acaba sendo, na verdade, um tanto difícil de ser definido.

Claro que Lutero ficou feliz com bíblia nas mãos dos leigos, tanto que ele próprio a traduziu para o alemão. Mas, com certeza não gostaria de saber que muito leigos pegaram a bíblia que ele próprio conseguiu tirar dos mosteiros, e começaram a comercializar como se estivessem vendendo indulgencias, mas cabe agora a nós levantarmos contra estes vendedores de indulgencias, visto que Lutero não mais fará isso, os grandes homens de Deus precisam se levantar como Lutero fez e começar a fazer uma reforma dentro da igreja, se levantar no meio da imoralidade e começar a pregar contra o pecado, contra a falsa doutrinas e parar de pregar sermões que agrada as multidões. Que possamos nos levantar, como John Wesley, Charles Spurgeon, Jonathan Edwards e clamar a Deus contra os hereges em meio a essa geração corrupta.




Soli del gloria.





¹ teologia, sistemática, histórica e filosófica. Alister E. McGrath


sábado, 10 de outubro de 2015

Mudou só o rótulo




Por Gilberto Ferreira Lima


Estou estarrecido, que também significa espantado, admirado, surpreso, horrorizado e apavorado, com que está acontecendo com evangelho ( que pensei que fosse verdadeiro) no Brasil. Pessoas associam ser espiritual quando fala principalmente em línguas ou tem alguma manifestação de dons. Mais espiritualidade, não é isso, espiritualidade é você saber viver como família e como cidadão na sociedade, pois isso envolve "ética", então é bíblico. Tudo caminha para o fim, escatologia então, nada mais é que consolar os escolhidos de Deus, quando fico perplexo com o que está acontecendo, recebo consolo quando leio I Timóteo 4.1,2 "O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios". cultos cheios de misticismos, sincretismo e por aí vai, querem revelação e acabam acreditando em tudo em que as pessoas dizem que foram reveladas a elas no quarto, com isso a bíblia vai sendo deixada de lado, porque ela sim é nossa maior revelação. As pessoas me perguntam se me regozijo quando vejo em cada esquina uma igreja respondo que "não", pois a maioria é fundada porque houve divisão, prova disso que vi três igrejas da mesma denominação em um raio de cem metros uma da outra. Cadê o mesmo Espirito, o mesmo Senhor? Outra prova que ficam negociando o evangelho, vendendo salvação em rótulos diferentes. O que mudou? A venda de indulgencias também não era assim? Mudou o rotulo mais, mais o conteúdo é o mesmo. O Espirito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensino de demônios,... a palavra de Deus deve ser usada de forma simples, sem mudanças, não deve se adequar as nossas modas.

Pois, como está escrito: “Por vossa causa, o nome de Deus é blasfemado entre todos os povos!” ( romanos 2.24)
Sei que muitos irão concordar, mas também pregarão de forma diferente, como também muitos vão querer ouvir mensagens conforme os desejos do coração, como que sentido coceiras nos ouvidos.


Que o Senhor nos dê discernimento para tal coisa.
Que o senhor faça resplandecer seu rosto sobre nós e nos dê a paz!


Que Deus tenha misericórdia dos escolhidos, pois a perseguição vai aparecer por causa desses falsos mestres, porque o seu santo nome está sendo blasfemado entre os gentios!









sábado, 3 de outubro de 2015

Cosmovisão





Por Gilberto Ferreira Lima 

           
Vivemos dias em que as pessoas nem sabem, ao certo se tem cosmovisão, de um jeito e outro elas tem, embora seja uma cosmovisão muitas vezes fraca e sem identidade.
Onde a bíblia é interpretada de qualquer maneira e como lhe apraz, segundo seus próprios interesses. Muitos dos evangélicos com respeito a cosmovisão bíblica, não sabem nada e acabam acreditando na cosmovisão de um líder inescrupuloso. E cada dia que passa os líderes envolvidos no pragmatismo, onde, o que funciona parece está certo, porque há um aumento expressivo de pessoas em suas igrejas e começam a interpretar as escrituras de forma particular. (II Pe. 1.20)

Paulo diz: Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. (Ef. 4.14)

Repare que Paulo fala das artimanhas dos homens.
Para que haja crescimento, então, aceitam todos ventos de doutrinas, como misticismos, sincretismos e a igreja então perde sua identidade. Nossa identidade é a cruz de Cristo sendo pregada com simplicidade, sem invenção de modas, na loucura da cruz, onde vemos o poder do verdadeiro evangelho.

Sabemos também, que em cada lugar tem sua cultura, e que muitas vezes é legal, mais, nem sempre as esferas culturais de países e cidades tem suas condutas de acordo com a palavra de Deus. Neste ponto devemos rejeitar uma cultura que vai contra os princípios bíblicos.

Temos visto, como nunca, no cristianismo, pessoas, governos e autoridades de certa forma querendo colocar uma cosmovisão como identidade, principalmente em países desenvolvidos. Aprovam leis imorais dizendo que é questão cultural e que a população de cada país, tem de se adequar e avançar na era da modernidade. Neste caso é muito verdadeiro o ditado “água mole, pedra dura, tanto bate, até que fura” assim querem os governantes e autoridades cauterizar as mentes das pessoas. A mídia golpista e cheia de farsa querem implantar na sociedade uma cosmovisão anti-bíblica. Com isso grupos minoritários são favorecidos em uma distorção muita clara da verdade moral, e chamando a todos que se opõem de preconceituosos.

A nossa cosmovisão tem nome; identidade da cruz. De que eu vivo em um reino e minha cosmovisão é cumprir todos preceitos deste reino com moral e ética.


Soli deo glória. 

sábado, 12 de setembro de 2015

                                                                    Eleição 


Romanos 9. 21


Por Gilberto Ferreira Lima  


              
Eleição é um ato de Deus, antes da criação, no qual ele escolhe algumas pessoas¹ para serem salvas, não por causa de algum mérito antevisto delas, mas somente por causa de sua suprema boa vontade.
Existem alguns grupos e quero aqui passar as visões de alguns deles.

Dentre eles se destaca um grupo que se diz não ser calvinistas e nem arminianos, mas quando se deparam com catástrofes, seja na natureza quando afeta a criação de Deus, ou seja algum mal que faz o ser humano sofrer, como por exemplo, doença incurável, estupro, roubo seguido de morte, perca de um ente querido, etc.... essas pessoas não conseguem ver a soberania de Deus e passam na verdade a questiona-los, e também querem defender até o texto bíblico e tirar a soberania de Deus quando passam a defende-los para colocar nas costas do homem o livre-arbítrio. O homem tem suas responsabilidades de escolhas, mas quem decreta é Deus.

Outro grupo, os arminianos, acham que o homem pode mudar o percurso do mundo com o livre-arbítrio, mais o Senhor Deus em sua infinita soberania já tinha decretado tudo mesmo antes da fundação do mundo. Algum homem tentou mudar o tempo de cativeiro egípcio? Certo que não. Mas quando Deus fez aliança com Abraão (Gn 15. 13) ele disse que a descendência de Abraão iria peregrinar em terra alheia por quatrocentos anos. Sabemos que isso foi cumprido. (Ex 12. 40)
Deus prometeu a terra prometida a Israel, mais nem por isso ficaram de braços cruzados esperando que se cumprisse a promessa, mais, antes lutaram para conquistar a terra prometida. Assim são os eleitos de Deus, são salvos pela graça cumprindo todo o decreto de Deus, não por mérito humano, mas pelo sangue de jesus na cruz. Não precisamos de obra meritória, mais precisamos perseverar na doutrina dos apóstolos que estavam firmadas em Cristo, separados do mundo em santificação, lutando não pela salvação que já nos foi dada na cruz, mas para sermos livres (salvos) das contaminações deste mundo, andando em amor para com os outros e sendo irrepreensíveis diante dos homens. A isso chamamos de “perseverança dos santos”.

Em uma das pregações do Rev. Leandro Lima (IPB de santo amaro) sobre o calvinismo, ele diz que quando deixamos um dos cinco pontos calvinistas (tulip) deixamos de ser calvinistas, pois cada ponto estão ligados entre si.

Dizer que quando Deus escolhe algumas pessoas ele está sendo injusto, posso dizer que esta colocação é um tanto pouco incoerente. Mesmo que eu tenha o poder de escolher ou responder o chamado, ia ter um grupo que obviamente não iria escolher a Cristo, e iriam para o inferno, mas João 3.16 diz que “Deus amou o mundo de tal maneira ....” então estaria Deus sendo justo? O apostolo Paulo enfatiza muito bem a soberania de Deus em romanos 9 e Calvino como grande expositor da palavra de Deus viu muito bem a grande soberania de Deus. O próprio Armínio reconheceu que Calvino foi um excelente expositor da palavra.

Se a salvação é para todos, segue que Jesus morreu em vão, e visto que há distinção entre os eleitos e os não eleitos. Então confirma que jesus de fato morreu por aqueles que o pai os (Jo 6. 37) deu para que o filho os salvasse através do seu sacrifício. 

Se a bíblia fala dos eleitos é porque tem um grupo que é separado, e até mesmo dentro da nação de Israel, Deus tem seus escolhidos. “14) De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaias: ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. 15) Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados”. Mt 13. 14,15
Que diremos pois? É Deus injusto? Não! Ele não é. É soberano.

“Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão”. Rm 8. 15
Romanos 8. 30 diz; Aos que predestinou (eleição incondicional), a esses chamou (graça irresistível), e ao que chamou, a estes também justificou (expiação); e ao que justificou, a estes também glorificou (perseverança dos santos). Somente neste versículo vemos quatro pontos calvinistas.
Wayne Grudem afirma em seu livro de sistemática que os autores do NT apresentam a doutrina da eleição como um consolo aos crentes.
A maior parte dos crentes de nossa época baseados que o salvo perde a salvação, nunca tiveram este tipo de consolo (segurança em Deus).
Mais se de fato perde a salvação (como dizem eles), deve se usar um método muito usado pelos arminianos baseados em Charles Finney, fazer apelo todos cultos, para os próprios crentes.
Pois, o homem é pecador o tempo todo, mas graças a Deus que Jesus na cruz bradou com grande voz “está consumado”.
A ele toda gloria!








¹ Teologia sistemática de Wayne Grudem