quarta-feira, 8 de julho de 2015

A terra antiga e jovem





Por Gilberto Ferreira Lima  

         
Por muitos anos, a teologia foi a “rainha das ciências”. Era a fonte máxima de¹ autoridade no ocidente, e os ensinos da bíblia e da igreja eram o padrão pelos quais eram julgadas as supostas verdades. No período moderno, porém, o crescimento da ciência produziu atrito entre a teologia e a ciência. Os cristãos que acreditavam plenamente na inspiração e autoridade da bíblia e acreditavam que Deus criou o mundo, dando-lhe ordem e significado, tinham um desejo natural de ver a teologia e a ciência interligadas, já que ambas derivam de Deus e apontam para ele. Em lugar disso, houve ocasiões em que se deflagraram conflitos abertos e violentos. Nas primeiras fases, a teologia discutia principalmente com ciência natural; mais tarde, as ciências do comportamento passaram a representar maior problema.


A tese tanto da “terra antiga” quanto² da “terra jovem” são opções válidas para os cristãos que creem na bíblia.

Deixo algumas considerações destas duas teorias; há alguns pontos na vida que não podemos ser dogmáticos e quando se trata de assuntos teológicos, como escatologia, angeologia e criação, por exemplo, são assuntos que não passam de especulações visto que não foram totalmente reveladas a nós, mais há, outros assuntos teológicos que gosto de ser dogmático, acerca da doutrina da soteriologia, e nesta linha adoto o ensino de Calvino.

Mas se tratando dos dias que antecederam ao diluvio, fica muito difícil cravar algum palpite permanente.

Mas se tratando dos que creem na teoria da terra antiga e da terra jovem não vai ser fácil, pois, passa muito pelo campo da especulação nos deixando duvidas em algum ponto.
Mais será que os dias da criação foram de 24 hs?

Para os que acreditam² na teoria da terra antiga, Gn 1 são “eras” extremamente longas. A vantagem evidente dessa concepção é que, se está correta a atual estimativa cientifica de uma idade de 4.5 bilhões de anos para a terra, ela se explica porque a bíblia se revela coerente com esse fato. Entre os evangélicos que defendem a tese da terra antiga, essa é uma posição comum. Essa tese é as vezes chamada “concordante”, pois busca acordo ou “concordância” entre a bíblia e as conclusões cientificas sobre a datação.

Com frequência, os que¹ sustentam que a terra é relativamente jovem questionam a validade dos métodos científicos de datação, especialmente os que usam materiais radioativos.
Faço coro com o Dr. Adauto Lourenço, que acredita nos dias literais de Gênesis. Dizer que Deus fez a criação e demorou milhões de ano, porque na medida que ia criando, não estava no formato correto, e por isso demorou tanto anos até que chegasse a perfeição como vemos hoje é limitar o poder do altíssimo, e se assim creio, então descaracterizo toda a bíblia que diz que Deus é poderoso e que tudo criou com o poder de sua palavra. Mediante a palavra do Senhor foram feitos os céus, e os corpos celestes, pelo sopro de sua boca. (Sl 33.6) Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo surgiu. (Sl 33.9) Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. (Hb 11.3)

Quanto a isso sou muito conservador e acredito como na maioria dos pais da igreja nos dias literais. Claro que na época dos pais da igreja muitos já não acreditavam em dias literais por causa de correntes filosóficas.

Partindo do ponto de vista do observador e neste caso Moisés, o escritor de Genesis, e logo que passa a lei para os Israelitas, ele diz que seis dias trabalharás e no sétimo dia descansarás. (Ex 23.12) Exatamente do mesmo jeito de Deus.

Creio na teoria da “terra jovem madura” e não quero ser dogmático com respeito a isto, pois o mesmo, quando o homem foi formado no sexto dia ele pôs nome nos animais e provavelmente em dia de 24 hs não daria tempo de sentir falta de uma companheira para que se formasse um casal, uma vez que estava muito ocupado. Exceto se Adão tivesse algum poder em que fizesse tudo isso em um dia, como alguns criam na antiguidade, e sobrasse tempo no dia para que sentisse falta de uma companheira.

 Considere as palavras de Charles Haddon Spurgeon em 1877:

"Irmãos, somos seriamente desafiados a deixar as crenças antigas dos nossos grandes pais por causa das supostas descobertas da ciência. O que é a ciência? O método pelo qual o homem tenta esconder a sua ignorância. Não deveria ser assim, mas é. Meus irmãos, não é suposto vocês serem dogmáticos em teologia, pois isso é perigoso; mas para os cientistas, isso é o que está correto. Nunca devereis afirmar muito fortemente as vossas convicções; mas os cientistas podem afirmar ousadamente aquilo que não podem provar, e podem exigir uma fé muito mais crédula do que alguma que tenhamos. Na verdade, é suposto que nós tomemos as nossas Bíblias e formemos e moldemos as nossas crenças de acordo com os ensinamentos, sempre em mudança, do chamado homem científico. Que loucura! Porque é que a falsamente chamada marcha da ciência através do mundo pode ser traçada por falácias desacreditadas e teorias abandonadas? Exploradores anteriores, antes adorados são agora ridicularizados; o constante abandono de hipóteses falsas é uma matéria do conhecimento geral. Podes descobrir onde é que o aprendiz está pelos destroços deixados para trás de suposições e teorias tão cheios como garrafas partidas."
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Aqueles que usam a ciência histórica (como é proposto por pessoas que ignoram a revelação escrita de Deus) para interpretar a Bíblia e para nos ensinar coisas acerca de Deus, estão a inverter a ordem das coisas. Porque somos criaturas falíveis e pecadoras, precisamos da Palavra escrita de Deus, iluminada pelo Espírito Santo, para entendermos adequadamente a história natural. 

E também do Dr. Adauto Lourenço em uma de suas palestras que disse; “A ciência deve ser questionada, quando a ciência deixa de ser questionada passa ser dogmática, sendo dogmática ela deixa de ser ciência e passa ser religião.


Em Cristo, a paz!
                                   








  ¹ Introdução à teologia sistemática de Millard J. Erickson
² Teologia sistemática de Wayne Grudem

sábado, 16 de maio de 2015

                               Promessa cumprida  


                        



Por Gilberto Ferreira Lima



13-Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; Porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro. 14- Para que a benção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, para que pela fé nós recebamos a promessa do Espirito. (Gl 3. 13, 14) Bíblia almeida corrigida e fiel

A carta aos gálatas faz muitas citações e referências a lei e a promessa. A promessa Abraâmica foi muito importante por ser feita mesmo antes da lei e diretamente por Deus, em contexto espiritual e físico, portanto, até a aliança Davídica é embutida no pacto feito a Abraão, quando Deus disse que “Reis sairão de ti”. (Gn 17.6) Neste caso um descendente se assentaria no trono de Davi (Cristo).
A promessa feita a Abraão embora cumprisse no tempo porvir tanto fisicamente e espiritualmente, em parte também se cumpriu no tempo em que ele vivia;
1)    Far-te-ei uma grande nação
2)    Abençoar-te-ei
3)    Engrandecerei o teu nome
4)    Tu serás uma benção
5)    Abençoarei os que te abençoarem
6)    Amaldiçoarei os que te amaldiçoarem
7)    Em ti serão benditas todas famílias da terra
O evangelho¹ foi dado “por antecipação a Abraão”. Esse evangelho, de acordo com Gênesis 12.3, dizia que “em ti serão abençoadas todas nações” (Gl 3.8). Abraão foi “pré-evangelizado” por meio de uma palavra que Paulo rotulou claramente de “boas novas”:
Sabemos que a aliança que foi feita por exemplo a Noé, não prometia as bênçãos da vida eterna ou a comunhão ²espiritual com Deus, mas prometia apenas que a terra não mais seria destruída pelo diluvio. O sinal da aliança (o arco- íris) também é diferente no sentido de que não requer nenhuma participação ativa ou voluntaria do homem.
Os pactos com Abraão e Davi nunca serão chamadas de velha aliança no novo testamento, mais a de Moisés sim, pois, a aliança feita no monte Sinai é chamada de velha aliança (2 Co 3.14. Hb 8.6,13).

De sorte que, a antiga aliança conhecida como Mosaica (lei) serviu de aio para nos conduzir a Cristo (Gl 3.24). Contudo a aliança Mosaica em si mesma, com todas as suas leis detalhadas, ² não poderia salvar as pessoas. Não que as leis em si fossem erradas, visto que foram dadas por um Deus Santo, mas elas não possuíam o poder de dar às pessoas uma nova vida, e as pessoas não eram capazes de obedecer a elas perfeitamente: “É, porventura, a lei contraria as promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente da lei” (Gl 3.21). Paulo percebeu que o Espirito Santo operando dentro de nós pode nos dá o poder de obedecer a Deus de uma maneira que a lei Mosaica jamais poderia, pois ele declara sobre Deus: “... o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espirito; porque a letra mata, mas o Espirito vivifica” (2 Co 3.6).

A aliança feita a Abraão “em ti serão benditas todas famílias da terra” cumpriu em Jesus (nova aliança) de maneira que nós gentios somos através de cristo enxertados nesta promessa feita a Abraão.







¹ O plano da promessa de Deus. Walter C. Kaiser Jr.


² Teologia Sistemática. Wayne Grudem

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Manifestação ou avivamento?



                    

Por Gilberto Ferreira Lima




É bem verdade que a doutrina do Espirito santo, não foi muito evidenciada durante muitos séculos do cristianismo e, que começou a se evidenciar no início do século XX principalmente na rua azusa, em Los Angeles. Foi bom as pessoas começaram a estudar sobre o Espirito Santo e sua obra, mas, nem todos entenderam sua doutrina.

Claro que tem muitas pessoas bem intencionadas e que até pregam e ensinam porque viram e ouviram alguém ensinando. Mais ser bem intencionado e fazer uma exegese equivocado do texto não vai adiantar. Fica mais que claro que falta um estudo profundo da terceira pessoa da trindade e isso poucos fazem.

Este movimento que faz crescer a igreja brasileira e dizem que é um avivamento. Agora eu pergunto; Que igreja? Que avivamento? Onde tudo é espiritualizado como se fossem as pessoas mais santas deste mundo, do qual a terra não foi digna que seus pés a pisem. Romanos 12.1-2 diz; 1) Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto “racional. 2) e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

A igreja contemporânea tem confundido avivamento com manifestação (se de fato é mesmo manifestação), espiritualizam tanto, mas, somente dentro da igreja, e fora muitos deles são caloteiros. Tamanho é o misticismo dentro da igreja se não fora a placa que os identificam as pessoas de fora achariam ser cultos a entidade demoníacas. Paulo diz que o nosso culto é racional e que o nosso sacrifício é dizer não as práticas do mundo, quando diz; Não vos conformeis com este século.

As pessoas procuram culto onde há revelação e com isso heresias tem se difundido nas igrejas pentecostais e neopentecostais, e todos em uma só voz dizendo que é avivamento. Mas que avivamento é este, quando a corrupção cresce no Brasil, quando o número de inadimplente continua a crescer, quando não querem fazer financiamento para pastores porque não pagam, quando aceitam suborno, quando votam em candidatos pensando em si próprio e não no bem comum da nação. Que cristianismo é esse? Que aceitam o homossexualismo, o aborto? Não é o Brasil constituído de mais de 90% de Cristão? Que país é este? Como posso dizer que o evangelho cresce no Brasil com tudo isto acontecendo?

O verdadeiro avivamento é mudanças de vida, é não se conformar com este século, é sacrifício vivo, é dizer não para o mundo. É quando a conduta de uma nação muda com práticas, Ética moral avançadas e isso só pode acontecer com a volta das escrituras como no tempo de Spurgeon, Whitefield, John Wesley, Jonathan Edwuards, dentre outros nomes que honraram a Deus.

Podemos definir ¹ a obra do Espirito Santo como segue: A obra do Espirito Santo consiste em manifestar a presença ativa de Deus no mundo e especial na igreja.

Se de fato houvesse conversão genuína nas igrejas brasileiras com o habitar do Espirito Santo, o país não estava mergulhado em caos. E nem as igrejas em misticismo e sincretismo. Pois, o Espirito Santo é Deus e falta zelo pela palavra. Falta sacrifício para nos desprender do que o mundo nos oferece. Avivamento começa no ensino da palavra e, é colocado em pratica no trabalho, escola, na família e no convívio com a sociedade. 
A conversão é a volta do² indivíduo para Deus. Isso consiste em um elemento positivo e outro negativo: Arrependimento, ou seja, abandonar o pecado; e fé, ou seja, aceitar as promessas e a obra de Cristo. Jesus falou especialmente do arrependimento. Ele disse: Quando ele (o consolador) vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: Do pecado porque vou para o pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. (Jo 16.8-11). Sem essa obra do Espirito Santo, não pode haver conversão.

                                                             


¹Teologia sistemática de Wayne grudem

² Introdução teologia sistemática de Millard J. Erickson

domingo, 8 de março de 2015

                     Irineu de Lyon e o gnosticismo 






Irineu de lyon


Por Gilberto Ferreira Lima



 "Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade”. (Paulo de Tarso, colossenses 2.8,9).

Ireneu, nascido em Esmirna, fora¹ influenciado pela pregação de Policarpo quando este era bispo em Esmirna. Depois de um tempo foi morar na Gália, onde foi feito bispo antes de 180. Bispo missionário bem- sucedido, sua obra maior se desenvolveu no campo da literatura polêmica contra os gnósticos.

A igreja nesta época enfrentava muitos ataques de ambos os lados, mas, um grupo chamou mais atenção por suas heresias, eram os gnósticos. Havia vários mestres gnósticos e todos com pensamentos distintos, mas uma coisa em comum diziam ter recebido (gnosis) conhecimento do próprio Cristo e dos apóstolos.

De todas as diversas interpretações² do cristianismo que apareceram no século II nenhuma esteve tão perto de triunfar, como o gnosticismo. Foi um movimento que surgiu dentro e fora do cristianismo. O termo “gnosticismo” vem da palavra grega “gnosis” que quer dizer “conhecimento”.

O movimento gnóstico criam² que tudo que fosse matéria era necessariamente mau. O ser humano, segundo eles, é um espirito eterno que, de algum modo, ficou encarcerado neste corpo. Já que o corpo é o cárcere do espirito, e oculta a nossa verdadeira natureza, o corpo é mau. O propósito último dos gnósticos é, então, escapar deste corpo e deste mundo material da qual estamos exilados.

Diziam eles; já que este mundo ²foi criado por um ser espiritual, ficaram nele algumas “centelhas” ou “faíscas” do espirito. Estes elementos espirituais são os que estão encerrados dentro dos corpos humanos, e que é necessário libertar. A fim de chegar a essa libertação, é necessário que venha um mensageiro do reino espiritual. A função desse mensageiro consiste antes de tudo despertar-nos de nosso “sono”.

É necessário que alguém vem de fora para nos despertar e nos recordar quem somos e assim lutarmos contra o encarceramento do corpo. Este mensageiro então nos dará a “gnosis” que estava em oculto para nossa libertação.

No gnosticismo cristão, o mensageiro² é Cristo, e também os apóstolos, que trazem revelações que estavam em oculto. Já que Cristo era um mensageiro celestial, e já que o corpo e a matéria são maus, a maioria dos gnósticos cristãos pensavam que Cristo não podia ter tido um corpo como o nosso. Alguns diziam que seu corpo era pura aparência, uma espécie de fantasma que parecia ter corpo físico por meios milagrosos. Outros diziam que tinha corpo, mas que este corpo foi feito de uma “matéria espiritual” distinta do nosso corpo. A maioria negavam o nascimento de Jesus, pois tão nascimento o havia colocado sob o poder deste mundo material. Estas doutrina acerca do salvador recebem o nome de “docetismo” de uma palavra grega que quer dizer “aparentar”.
Ireneu começa a ficar em evidencia refutando os falsos ensinos gnosticos.

      Muito pouco se conhece sobre a vida de Ireneu.  Ele aparece pela primeira vez nos documentos antigos como o portador de uma carta dos confessores de Lyon para a Igreja de Roma (bispo Eleutério, c.174-189), na época da perseguição do ano 177.  Esta carta pedia tolerância para os montanistas da Ásia Menor.  Em uma carta pessoal preservada por Eusébio de Cesaréia (Hist. eccl. 5,20,4-8), Ireneu conta que tinha vívidas lembranças de Policarpo, o bispo de Esmirna, que fora discípulo do apóstolo João.  Isto era altamente significativo para Ireneu, uma vez que Policarpo o colocava em contato com a era apostólica.  Ireneu nasceu entre os anos 120 e 140 na Ásia Menor, provavelmente em Esmirna, onde ainda menino conheceu Policarpo, que foi martirizado aos 86 anos de idade no ano 155.

Não se sabe o dia de sua morte, mais uma coisa é certa ele contribuiu para o cristianismo, quando refutou os perigosos ensinos gnósticos.

A obra maior de Ireneu chama-se “contra as heresias” (Adversus haereses) um conjunto de cinco livros, que era também a maior obra da época. Foi achado um tratado apologético em 1904 na versão armênia e publicado pela primeira vez em 1907. Há também outros escritos que foram preservados por Eusébio de Cesaréia, mas não passam de fragmentos ou somente títulos. 

Deixo aqui um versículo de I João 4.2 que diz; Nisto conhecereis o espirito de Deus: todo espirito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;

João prossegue dizendo que quem é de Deus vence os falsos profetas e estes falsos profetas falam da parte do mundo, portanto o mundo os ouve. Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos o espirito da verdade e o espirito do erro.
Graça e paz!




¹ O cristianismo através dos séculos (Earle E. Cairns)
² Historia ilustrada do cristianismo (Justo González)
³ Instituto Mackenzie (site) 

domingo, 25 de janeiro de 2015

                                    segurança em Deus


                                                                 Romanos 8.1

Por Gilberto Ferreira Lima



Deus não nos amou porque Jesus morreu por nós e sim nos amou primeiro a ponto de entregar seu próprio filho para morrer por nós.

Há muitas pessoas inseguras, porque ainda não sabem o efeito que a cruz causou, efeito este que só nos trouxe benefício. Através da cruz eu tenho segurança em Deus em quem sou e quem vou ser.
Jesus morreu por quem? Para nos livrar de quem? Da ira de Deus ou das garras do diabo?
Não existe esse negócio de queda de braços entre Jesus e o diabo como muitos dizem, e no fim da luta Jesus vence. E a pessoa diz; Ufa, ufa, foi por pouco.

Jesus morreu para nos livrar da ira de Deus. Ainda assim Deus foi misericordioso no AT. Jesus se fez escudo, aparou, aplacou a ira de Deus. Já estava decretado a muito tempo que o filho de Deus iria esmagar a cabeça da serpente. Tolice quando se diz que o diabo se alegrou na morte de Cristo e depois ficou furioso na ressurreição. Foi o contrário a morte foi tragada na morte de Jesus, ou seja a morte de Cristo que nos deu vitória.

O medo do diabo foi quando Jesus nasceu pois sabia que estaria perto o dia de sua condenação, e por isso ele sempre tentou retardar a vinda do messias, foi assim na morte dos inocentes (crianças) nos dias do nascimento de Jesus. Brama ele por todos lados tentando tragar a todos pois sabe que o dia da redenção final está chegando.

O cap. 7 e 8 de romanos nos dá uma segurança muito grande. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Tem pessoas que dizem; Podem falar de mim a vontade, amaldiçoar, fazer macumba e qualquer tipo de mal, porque a bíblia diz que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. Mas vivem de qualquer jeito na sociedade, é desonesto, invejoso, mentiroso e irresponsável com o corpo de Cristo. Vai funcionar isso? Claro que não. O versículo prossegue...” que não andam segundo a carne e sim segundo o espirito”.
Porque o pendor (vocação) da carne dá para morte, mas do espirito, para vida e paz. (Ro 8.6) Há uma diferença grande aí.
Mas não é o que parece e você não vai viver em uma redoma de vidro. Não há condenação caso você ande segundo o espirito. Isso é segurança em Deus, é salvação.

Crente fica doente, fica velho, pega virose, bate o carro, é assaltado, é sequestrado, perde pai, mãe, filho, amigo, enfim também morre. 
Exatamente como acontece com os ímpios.
Quem anda segundo espirito são os que fazem a vontade de Deus e eles tem a garantia da morte de Cristo. Não há questionamentos e nem reclamações. Uma vez que foi o próprio filho que aplacou a ira Deus, não devemos satisfação a ninguém. Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. (Ro 8.33)
Então ele pagou nossas dividas, nossas ofensas, assassinatos, adultérios, prostituições, impurezas, mentiras, invejas, cobiças e toda sorte de pecados. Então você diz; Já que todos meus pecados estão justificados por Deus, não vou parar de pecar. Se assim pensas não és convertido.” Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos no pecado, nós os que para ele morremos?
Paulo afirma que quem morreu em Cristo não deve sair por aí pecando. Mas se pecarmos temos um advogado diante do pai, Jesus Cristo o justo. (1Jo 2.1)
Em romanos 8. 26, 27 Paulo diz que o espirito nos assiste em nossas fraqueza... e segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.

No capítulo 7 Paulo fala da lei mas especificamente sobre os dez mandamentos, quando se violava os mandamentos, era objetivo todos viam o pecado um do outro, mas o décimo mandamento diz não cobiçarás, muitos acham que esse mandamento é só falando do homem que cobiça a mulher do próximo. Êxodo 20.17 deixa bem claro que essa cobiça vai além do que muitos acham. Veja; Não cobiçarás a casa do próximo, nem seu servo, sua serva, nem seu boi, seu jumento, nem coisa alguma que pertence ao teu próximo.
Paulo percebe que esse pecado só Deus vê, porque conhece o interior. É pecado de fórum íntimo, é forense.

Os estudiosos afirmam que o homem tem de dez á onze mil pensamentos por dia. Se isso for verdade nós vamos cair em fórum íntimo diante de Deus. O homem pode dizer eu não mato, não adultero, não roubo, não falo palavrão, pode até ser, mas o que vem de dentro também vai ser julgado por Deus. Por mais que de dez mil pensamentos por dia eu peque só em três pensamentos, isso daria por semana vinte e um pecados, que daria noventa por mês e por conseguinte mil e oitenta por ano. Neste caso um homem em meio a idade faixa de cinquenta anos teria diante do tribunal de Deus cinquenta mil pecados.

Jesus conta que certo rei foi acertar contas com seus servos, e lhe trouxeram um que lhe devia dez mil talentos, mas não tendo ele com que pagar, para saldar as suas dividas o rei ordenou que fosse vendidos ele sua mulher, seus filhos e tudo que lhe pertencia para que a dívida fosse paga. Mas aquele servo pediu clemencia e disse ser paciente comigo e tudo te pagarei. O rei se compadeceu dele e perdoou a dívida e mandou lhe embora.

Mas aquele servo saindo dali encontrou um conservo seu que lhe devia cem denários e lhe sufocava dizendo; paga me o que me deves. O seu conservo caindo aos seus pés lhe rogava dizendo; se paciente comigo e tudo te pagarei. Ele não teve misericórdia e encerrou o conservo na prisão até que lhe pagasse a dívida. Vendo seus companheiros o que lhe sucedera se entristeceram e foram relatar ao rei. Então o rei lhe disse; Servo malvado perdoe aquela dívida toda porque me suplicaste, não devias tu de igual modo compadecer do seu conservo, como eu compadeci de ti? E indignando-se entregou aos verdugos, até que lhe pagasse a dívida. Assim também meu pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão. (mt 18.23-35)

O que o rei fez foi simplesmente perdoar uma dívida impagável, este credor foi justificado, mas depois de sua maldade com seu conservo o rei voltou atrás e o condenou pela sua falta de misericórdia. Contrário do que fala em romanos 8 pois, é de uma justificação que dá para vida eterna, segurança em Deus. Repare que na parábola Jesus diz reino do céus e não do céu, é no plural porque essa parábola se aplica aos nossos dias, governamental onde estamos sujeitos aos homens e a amar uns aos outros.

Paulo diz que nossa dívida está paga no sentido, podemos dizer assim no reino do céu no singular, pois o que Deus decretou o inimigo não consegue nos atingir. Quem intentará contra os eleitos de Deus? É Deus que os justifica. Quem os condenará? Se Cristo está à direita do pai e intercede por nós.

No céu não entra pecado, e o homem não vai entrar pela sua bondade, porque por mais que ele seja bom aos olhos de quem quer que seja, mas seu interior só Deus conhece. Por isso vamos entrar justificados através somente do sacrifício de Jesus o qual pagou nossas dívidas. Por isso Paulo termina o capitulo 8 dizendo; “Em todas coisas, porém, somos que mais que vencedores, por meio daqueles que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo jesus, nosso Senhor”.

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco. Amém!


Nota: Dez mil talentos corresponde a 350 toneladas, então acredita-se que dez mil talentos, seja de ouro ou de prata. Se de prata o valor pode chegar a uma quantia de 120 milhões de dólares e de ouro 8,5 bilhões. Enquanto um denário era o salário de um dia de trabalho. Então o conservo precisava de três meses e dez dias para pagar a dívida. E a dívida do servo era impagável.


   

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015



    Justiça ou injustiça


                  por Gilberto Ferreira Lima




Quando passamos a estudar sobre predestinação, logo percebemos que vai além da compreensão humana e achamos que tudo não passa de um teatro.

Mas, a história continua, desde os tempos bíblicos e vem se cumprindo o que estava previsto por Deus.

Desde o chamado de Abraão, quando Deus disse que faria dele uma grande nação (Israel). Mas, também disse que era necessário que os descendentes de Abraão ficassem em cativeiro no Egito por quatrocentos anos. Gn 15.13

Repare que os descendentes de Abraão não tinham feito bem ou mal, mas iria peregrinar em terra alheia e estaria sujeito a escravidão. Gn 15.13 Deus então é injusto? Não. É justo e soberano!
Cativeiro Assírio, Babilônico, mas tarde dominado pelo império romano e antes a helenização no império grego preparando o caminho para o Messias.

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Ro 8.28

Tudo foi manifestando em um objetivo claro, em Cristo, e com o propósito de salvar a todos quanto predestinou. E mesmo depois da morte e ressurreição de Cristo os eleitos continuam a esperar o Cristo ressuscitado, para que estes alcancem um corpo glorificado (incorruptível).
O quarto ponto do arminianismo diz que “a graça pode ser impedida”.

O arminiano em seguida, crê que uma vez que Deus quer que todos os homens sejam salvos, ele envia seu santo Espirito para atrair todos os homens a Cristo. Se fosse deste jeito como pensam os arminianos neste quarto ponto, o melhor caminho seria o universalismo e então entrariam em contradição, pois eles mesmos põe méritos quando diz que o homem tem livre-arbítrio. Se o Espirito Santo é dado a todos como diz eles, o Espirito não falhará então haverá o universalismo.

Os planos de Deus não falha e nunca falhará, e nunca haverá o plano B. Pois todos os decretos de Deus vão se cumprir como se cumpriu pela boca dos profetas na bíblia.

Deus nunca vai dizer; “Há! Como eu queria salvar fulano, mas ele não quer se converter, é uma pena”.

Em João 6. 37,38 Jesus diz; Todo aquele que o pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.

Havia muitas nações mas Deus escolheu Israel. Acaso foi ele injusto? Não. Ele é justo e soberano!
Paulo diz em Romanos 9.11-13; E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado bem ou mal (para que o propósito de Deus, quanto a eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela (Rebeca): o mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú. Acaso Deus é injusto? Não. Ele é justo e soberano!

Para concluir, deixo aqui duas frases de Wayne Grudem:
“Outros passos na obra de Deus de pôr em pratica a salvação em nossa vida abrangem ouvirmos o chamado do evangelho, sermos regenerados pelo Espirito Santo, respondemos com fé e arrependimento, Deus nos perdoar e nos conceder filiação como membro de sua família bem como nos conferir-nos crescimento na vida cristã e manter-nos fieis a ele por toda vida”.


“Podemos definir eleição como segue: Eleição é um ato de Deus, antes da criação, no qual ele escolhe algumas pessoas para serem salvas, não por causa de algum mérito antevisto delas, mas somente por causa de sua suprema boa vontade”.

                                            

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Carta para Mim Mesmo

Prezado Pr. Marcos Granconato:
Eu não sou a melhor pessoa do mundo para lhe escrever uma carta. Primeiro, porque sou muito suspeito, já que, pelo que sei, sou o cara que mais gosta de você. Isso pode fazer com que eu deixe de perceber alguns dos seus defeitos. Segundo, porque sei coisas sobre você que ninguém sabe e, talvez, eu deixe vazar aqui algumas informações que deveriam permanecer em segredo. Seja como for, como você não tem lá muitas pessoas que lhe digam a verdade na cara, acho que vale a pena arriscar lhe passar algumas percepções pessoais a seu respeito.
Bem, basicamente eu estou escrevendo para dizer que está na hora de você aceitar que perdeu a briga. Refiro-me a esse desejo velho que você tem de tirar essa geração de crentes do sono para que busquem o Reino em primeiro lugar. Cara, quem está dormindo é você! E sonhando! Essa história de querer ser um “homem de fogo com língua de fogo” para derreter os corações de gelo é conversa de quem não tem a compreensão certa da realidade. Esse anseio de “ter uma voz de trovão” para despertar todos os crentes apáticos parece mais uma frase tirada das Crônicas de Nárnia (hehehe).
Que voz de trovão que nada! Sua voz é esganiçada, talvez por causa daquele problema de formação na garganta. Boa parcela dos seus ouvintes apenas suporta você, sendo que há até quem durma durante seus sermões. Voz de trovão... Quanta ingenuidade! Como você pode achar que nessa geração as pessoas vão deixar de lado a apatia espiritual por causa de um sermão ou de um artigo seu? O que você diz pra essa gente, meu amigo, tem o mesmo impacto de um peixinho que esbarra em um submarino nuclear! Ninguém nem sente! Quer que eu prove? Então vamos lá...
Você fala e escreve sobre as pessoas irem mais à igreja. Resultado: as pessoas vão menos à igreja. É só olhar para os cultos de quarta-feira. Antes, a frequência chegava a sessenta pessoas. Hoje, só quinze ou vinte participam. Pergunte para a irmã Dinah. Ela tem um caderninho em que estão anotados os números dos participantes. Peça depois para o Leandro Boer fazer um gráfico com os dados fornecidos. Você vai cair de costas com o declínio geral da frequência ao longo dos seus anos de trabalho.
Pense agora nos cultos da manhã. Eu sei que esse assunto mexe um pouco mais com você porque lhe traz recordações da infância. As manhãs ensolaradas de domingo, o disco evangélico tocando na vitrola enquanto a família toda se preparava pra ir à EBD, o encontro dos irmãos e dos coleguinhas ao longo do caminho da igreja... Tempos que não voltam mais. Bem, veja como é agora. Você tem que pedir para as pessoas virem pra frente ocupar os bancos vazios! Depois de tanto tempo nessa igreja... Dezoito anos pregando e ensinando! E os membros ainda deixam os bancos vazios!
E quanto aos “crentes do mensalão”, aqueles que vêm à igreja apenas uma vez por mês? Ah, agora eu contei o apelido que você dá a eles secretamente: o pessoal do mensalão! Você não desistiu deles ainda? Espera mesmo que se tornem intensos cooperadores? Ora, por favor...
Acorde, meu querido pastor. O tempo está passando. Você já está na casa dos cinquenta. Trinta anos de ministério já se foram. Talvez você só tenha mais duas décadas de trabalho. E isso na melhor das hipóteses! Porque não relaxa e aceita as coisas como são? Você perdeu, meu amigo, perdeu!
Lembra-se de Paulo, quando escreveu a segunda carta a Timóteo na Prisão Mamertina? Lembra-se da realidade da igreja em volta dele? Abandono, indiferença, apostasia e um horizonte cinzento pela frente. Pastor, vivemos de novo tempos assim. Você já fez a conta de quantas ovelhas suas apostataram, “amando o presente século” (2Tm 4.9)? Já notou quanta gente era intensamente assídua e agora não é mais? Desculpe, eu sei que agora essa doeu!
Sim, estamos na Era Mamertina! Não adianta nutrir ilusões. Os crentes de hoje são de gelo. Foi-se o tempo de dar a vida para o serviço do Mestre, de empregar o máximo de tempo possível no seu trabalho, no seu culto e na comunhão com seu povo. A Era Mamertina veio para ficar. Sim, você perdeu!
Mas acredite: não tenho pena nenhuma de você. Acho até que seus desejos e esforços surtiram — e têm surtido — resultados em alguma medida, graças unicamente à ação do Espírito Santo. Além disso, eu acredito mesmo naquilo que você diz sobre o despenseiro: que o que se espera dele é que seja fiel e não bem sucedido (1Co 4.2). Também acredito que seu trabalho tem atingido o alvo supremo de glorificar a Cristo. Nesse aspecto, penso sinceramente que seu ministério até tem sucesso. Se isso serve para lhe animar, então aí está.
Contudo, você precisa baixar suas expectativas em relação a um grande número de membros da sua igreja. Eles pertencem a esse novo tempo secularizado e indiferente para com as coisas de Deus. Nunca conheceram aquele clima feliz das manhãs de domingo que você viveu ao som da velha vitrola. Para eles, passear no domingo ou ficar dormindo em casa, deixando a igreja de lado, é a coisa mais comum do mundo. Fazem isso com o coração tranquilo, sem que sua consciência sequer lhes dê uma leve espetadinha.
Por isso, meu conselho é que você faça em relação aos crentes de hoje o que Paulo fez nos seus “tempos mamertinos”. Ore dizendo: “Que isto não lhes seja posto em conta!” (2Tm 4.16). Depois, peça para alguém lhe trazer uma capa para se proteger do frio e os pergaminhos para poder estudar (2Tm 4.13). Então, dê seguimento ao seu ministério ao longo dos poucos anos que ainda lhe restam.
Lembra quando você disse que quer ser um soldado que “morre atirando”?... (Como você é dramático, às vezes! Chega a ser engraçado!). Pois bem, então morra! Prossiga falando, pregando, debatendo, aconselhando, corrigindo, exortando... Enfim, continue “atirando”. Tão somente pare de se iludir e lembre-se de treinar bem sua pontaria. Isso mesmo: treine bastante. Você deve estar ciente de que os alvos vão ficar cada vez mais longe!
Deixo aqui o abraço humilde de quem lhe admira muito e acha você um cara fantástico!
Pr. Marcos Granconato
Soli deo gloria

sábado, 1 de novembro de 2014

A importância dos impérios


Por Gilberto Ferreira Lima


Os planos de Deus vem se cumprindo na história da humanidade, muitas vezes visto e outras vezes não.

Deus sempre usa situações em épocas e pessoas diferentes para cumprir os propósitos dele.
Tudo premeditado com a ida de Israel ao Egito e logo, depois, as dez tribos do norte sendo miscigenada com outros povos através do império Assírio.

Sempre que uma nação era dominada por outra, o impacto era tanto, que a influência ficava principalmente no idioma. Na época de Jesus muitos falavam em aramaico e o próprio Jesus também falava, e mais tarde o latim foi predominante até na forma escrita e hoje a língua universal é o inglês, fruto do império britânico.

Mas o império helenístico deixou raízes profundas, tanto porque os gregos estavam em ascensão e, os seus costumes, cultura e filosofia se espalharam por toda parte. Embora todos planos de Deus traçados na ida dos Israelenses para o Egito, miscigenação das tribos, cativeiro babilônico, império romano e o império britânico tiveram um papel importante no cumprimento naquilo que acredito em que estavam destinados, o império helenístico teve um papel crucial no cumprimento dos planos de Deus, e o próprio Deus usa os gregos na evangelização das nações. A escrita do novo testamento em grego e evangelho sendo pregado aos gentios na língua helenista. 
O império babilônico teve sua influência também na escrita em aramaico, porque alguns dos cativos estavam perdendo suas identidades e foi necessário que traduzissem a torá dos judeus para o aramaico. Teve também a tradução para o latim (vulgata) e tradução de John wycliffer para o inglês.
Mas um tanto quanto perigoso é a tradução para diversos dialetos, na intenção de até mesmo de simplificar algumas palavras, os copistas acabam acrescentando palavras que não tem no texto original e assim aplainando um campo largo para heresias.

Surgiu muitos polemistas dentre eles, Irineu de Lyon em sua luta incansável contra o gnosticismo. Tertuliano de Cartago (150-230) e sua luta em favor da unidade da trindade.

E foi muito importante a luta desses homens para que formulasse o credo da igreja.

Muitas outras tradições contribuíram para o crescimento do cristianismo como, o próprio Lutero ao traduzir a escritura para o alemão. Ainda teve a vantagem da imprensa inventada por Gutemberg em meados da década de 1450, e na época da reforma os escritos de Lutero se espalharam por toda Europa dentro de pouco tempo.

A reforma sem sombra de dúvidas foi boa, mas com o acesso de todos a bíblia também surgiu muitas seitas. Que até mesmo em nosso tempo ainda existe resquício de muitas seitas, e com isso precisamos de “polemistas” para desmascarar esses falsos profetas.

E os planos de Deus cumpriu através dos impérios e continua a cumprir através de reinos e governos, sem que muitas vezes percebemos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

                                                   O penhor

Por Gilberto Ferreira Lima


Embora alguns acham se no direito de exigir de Deus, melhorias em suas vidas e até cobram que a salvação tem de ser universal, a carta de efésios mostra a grande soberania de Deus. No sentido que o resgate depende somente dEle e a graça será derramada aos que antemão predestinou.

O Senhor nos escolheu, nEle, antes da fundação do mundo...Efésios 1.4
Claro que Deus sabia que o homem iria cair e que teria um povo escolhido (Israel). O primeiro Adão pecou e trouxe morte e o segundo Adão (Jesus) não pecou e nos deu vida. Alguns não acreditam em salvação pela graça e querem colocar mérito humano, a soberania gera insatisfação por não achar justo o chamado dos eleitos. Por isso a carta de efésios tem colocado muitos arminianos sem argumentos ou quase sem nada.

Na época do AT tinha muitas nações, mas, só uma foi escolhida, a saber, Israel. Mas ainda sim, quando Deus chama Abraão ele diz que Israel seria reduzido a escravidão e seria afligido por quatrocentos anos. (Gênesis 15.13)

De fato nem os filhos de Jacó ainda eram nascidos e nem se quer tinham feito bem o mal, mas, Deus assim quis em sua infinita soberania que os filhos de Israel passassem por um cativeiro.

Ele nos escolheu antes que o mundo fosse criado, e a humanidade é criatura de suas mãos. Os eleitos de Deus saem da condição de filhos da ira, para serem filhos em adoção através de Cristo. Nisto é manifestada a graça de Deus, não mereço, não posso reivindicar nada, mas, ele me salvou mediante o sacrifício de seu filho.

*E a prova dos que nasce de novo para eternidade é o “selo” que Deus coloca em nós e este “selo” é o Espírito Santo que habita em nós, que também funciona como “penhor” divino que receberemos a herança que nos foi prometida: “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da nossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o santo Espírito da promessa; o qual é o “penhor” da nossa herança até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua gloria”. (Ef 1.13-14)

Em II co 1. 21-22 Paulo fala da confirmação em Cristo que Deus nos ungiu e que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração.

Na pagina 50 do comentário de Efésios, Francis Foulkes frisa muito bem o que Paulo quis dizer, com bênçãos celestiais. Eleição, filiação, redenção, revelação, o dom do Espírito Santo, conduz natural e inevitavelmente ao louvor e à adoração pelos membros de sua igreja.

O Espírito Santo foi nos dado como “selo”, presente, uma garantia de que vamos herdar em posse plena da herança que Deus deu aos santos.



* Teologia sistemática, Wayne Grudem, pg  661

quarta-feira, 3 de setembro de 2014


                               Ética na igreja

A igreja brasileira em seu pouco tempo de vida comparada as igrejas histórica, vem mostrando grande preocupação por parte de um grupo que se empenha no verdadeiro ensinamento de Cristo.

Há muita preocupação por parte, principalmente das igrejas neopentecostais em atrair fieis de toda parte, com isso o pragmatismo tem tomado conta, e o que funciona deve permanecer não importando se o evangelho que se prega é verdadeiro ou não. Este pragmatismo vem com misticismo de atrativos e com isso falta um discipulado, criando crentes rasos onde o sol aquece e logo seca as raízes, podendo surgir perseguições destes próprios falsos crentes, onde prometeram mundos e fundos e não receberam. Assim podendo ter muitos desviados como em outros países que se apostataram da fé.

Até a ética e moral do estado muito se deve a doutrinas estabelecidas pela igreja, em um formato de espelho e assim mostrando que religião e política andam juntas sim, os que não aceitam isso mostram um fanatismo muito perigoso, em querer separar as duas partes.

No estado, se alguém infringir uma lei ele é punido. Como? Por exemplo, o homicida, vai ser punido porque tirou a vida de alguém, e vai ser preso sofrendo o castigo e assim vivendo fora do corpo da sociedade. Quando fica livre, se arrependido não volta a praticar o delito. Se então não houve arrependimento mostra que o seu caráter não é bom.

É exatamente o que passa na igreja de coríntios, se o apostolo Paulo não agisse com autoridade com rapaz que possuiu sua madrasta, mulher do seu pai, o paganismo entraria naquela igreja, uma vez que Corinto tinha muito pagão. Paulo chega afirmar que nem tal imoralidade havia entre os gentios.

Embora possa parecer muito dura à posição de Paulo, de entregar o rapaz a satanás para que a carne fosse destruída, foi visto na segunda epistola um arrependimento por parte do rapaz.

Assim é o corpo, quando tem um membro doente, todo corpo sente, porque a mente está naquele membro doente. E no caso dos coríntios foi escândalo por parte da igreja e também da cidade. Corpo ferido, igreja ferida e nenhuma autoridade por parte do pastor. É o que vemos hoje em igrejas aonde o liberalismo chegou alegando que Deus é amor não importando o pecado contra o corpo (igreja) e esquecendo da ordem eclesiástica, esquecendo que Deus disciplina quanto ama.

Paulo faz uma pergunta; Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? I Co 5.6

Quando o paganismo entra na igreja, não faz sentido usar a bíblia, mas quando a bíblia é colocada como única regra de fé, o paganismo não entra.

Em hebreus 4.12,13 diz; Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósito do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; Pelo contrario, todas as coisas estão descobertas e patente aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.
                              gifeli


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

TROCA DE FAVORES

Deus nos criou, preordenou e nos projetou para essa vida. Deus em sua onisciência sabia o que eu seria.           

No mundo em que vivemos fala-se muito em Deus, o evangelho pregado em todo mundo através das redes sociais. Um grande risco eu sei, do nome de Deus ser tomado em vão.

Pessoas que usam o santo nome de Deus em forma de versículos através das redes sociais, não que isso seja errado, mas, de fato há uma troca de imagens embutido no bom menino, eu posto ou falo e o que vai ficar é uma imagem boa diante das pessoas. E diante de Deus como fica sua imagem? Há claramente uma preocupação de mostrar se o valor na sociedade, mas, usando Deus.

Troca de favores na pior maneira possível, usando da melhor maneira racional na famosa duas caras.

Com isso segue se a barganha no falso cristianismo, conversei com uma pessoa que (dizia ele) estava um pouco afastado do Senhor Jesus e deseja voltar (eu disse isso é bom), mas, fui notando de fato porque queria voltar. Dizia ele, minha vida não vai nada bem, ruim com Jesus pior sem ele, vou voltar. Tenho filhos pequenos para sustentá-los e só eu trabalho e minha esposa não, de agora em diante serei fiel no dízimo. Porque se eu começar a ganhar pouco o que será de minha família? E ele está certo, só que na visão de provedor da casa. Mas caiu num grave erro, troca de favor, o Senhor me abençoe e eu te sigo.

Quando na verdade teria que voltar arrependido de ter afastado de Deus e com certeza as suas misericórdias estaria sobre sua vida.

A palavra de Deus diz que o temor ao Senhor é o principio de toda a sabedoria.

No verdadeiro cristianismo não há espaço para barganha e quem prova desta troca de favores, prova que não tem temor ao Senhor.
                                                      gifeli
 

Barganha

s.f. Uso Popular. Permuta recíproca de coisas entre os seus respectivos proprietários; Troca.
Pej. Troca de influência ou de benefícios que, geralmente feita de maneira desonesta, ocorre em segmentos políticos.
Negócio obtido ou realizado através do uso de subterfúgios; trapaça.
P.ext. Tudo aquilo que se consegue comprar por um preço muito baixo; pechincha.

 

domingo, 3 de agosto de 2014

                                Perseguição
                                   Atos 8. 1-3
Nos tempos primórdios do cristianismo havia muitas perseguições aos cristãos, era o começo de uma nova religião, era a chamada de uma igreja primitiva. Antes de surgir à igreja com o fenômeno da descida do Espírito Santo, houve não pouca perseguição por parte dos fariseus e saduceus que compunham o sinédrio, desta perseguição mataram o líder do caminho a qual os judeus chamavam seita (atos 24.14).
Mas tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que estava escrito nos profetas, a saber, em Isaias que diz; Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados. ARA. Atos 28.26,27. Mateus 13.13-15.
Embora muitos em nossos dias não aceitem. Isso é soberania de Deus.
Lucas nos conta em Atos 1.4 que o Senhor Jesus determinou que eles (apóstolos) não se ausentassem de Jerusalém e esperasse a promessas do pai. Atos 1.8 diz que; mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até os confins da terra.
A igreja em Jerusalém poderia cair no comodismo se não houvesse perseguição. Mas, a perseguição trouxe dispersão e a dispersão trouxe salvação a muitos povos que, outrora viviam em densas trevas.
Tanto é que os judeus foram dispersos por toda a Ásia seja por motivo político ou religioso. Na época de Paulo foi perseguição religiosa. E Paulo pregava aos sábados nas sinagogas de cidades gentílicas querendo persuadi muitos judeus, mas eles rejeitaram. Em Isaias 65.1 diz; Fui buscado pelos que não perguntavam por mim; fui achado por aqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome, eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui. Referencias Oseías 2.23 e Romanos 9.24.
O que dizer de um país como o nosso que tem liberdade de culto e muitos já caíram no comodismo. Enquanto os cristãos eram perseguidos a igreja crescia mais e mais, e todos seguiam o caminho em unanimidades tendo tudo em comum.
Algumas igrejas tem pregado e massageados egos com coisas grandes e quando os fieis que abraçaram a fé tem um obstáculo pequeno não suportam pois, lhes ofereceram coisas grandes (materiais) e então abandonam a fé.
Vemos em países no oriente médio o tamanho das perseguições sofridas pelos irmãos e ainda assim não abandonam a fé.
Irmãos que brutalmente são torturados e mortos. Pela religião (mulçumana) que traz guerras e não paz como os cristãos. Assim como as autoridades na época de Paulo fechavam os olhos para agradar o grande publico (judeus), sabendo que Paulo era inocente. Assim em nossos dias a ONU fecha os olhos por tamanha brutalidade, dos mulçumanos contra os cristãos. Talvez querendo agradar o grande publico.
Portanto o evangelho tem que ser anunciado com perseguição ou não, em todo os confins da terra.
                                                                                               gifeli